15 de junho de 2013

XVIII - Creep, weirdo.



É sim tudo injusto e medíocre. Eu sou o exemplo perfeito da mediocridade. Porque eu tento encontrar em coisas o que não encontro em mim, e conheço muita gente que faz o mesmo. Eu não sou paz, então busco a paz em coisas ou pessoas. Ninguém faz merda porque não precisa. Eu acho que não, pelo menos.  No meu caso, é um vazio tão grande e tão grande que parece um buraco negro em um poço sem fundo. Com palavras soltas vagando. Solidão? Talvez. Mas acho que é mais profundo, e mais intenso. Acho que como diz uma amiga minha, eu não sei lidar. E nunca soube. Desviei de obstáculos ao invés de ultrapassá-los. Mas de qualquer jeito eles chegam até mim e se fazem presentes. Malditos! Eu continuo correndo e fugindo, mas parece que quando um surge, milhares surgem. E eu ainda não sei lidar. E vou continuar não sabendo. E é por isso que faço o que melhor me agrada no momento. Não, não é isso. Faço algo que me faça ou esquecer ou neutralizar os obstáculos. E é tão bom. É tão puro. Mas continua doendo. Dói, dói, dói e dói. E eu tento sanar essa dor, mas é como tentar comprimir um corte profundo na jugular com o dedo mindinho. Não adianta de nada. E isso também dói. Na verdade, não sei de onde vem tanta dor. Queria que fosse física, mas é do pior tipo, é uma dor na alma. E dores na alma custam para serem sanadas, diz pesquisa (auto-pesquisa).

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