16 de maio de 2013

XV - Visão do que é invisível.

     Já fui ser e não fui. Já reclamei disso (e reclamei muito). Já cansei de reclamar e hoje sou. Sou assim, boba mesmo, sendo para mim e mais ninguém, hoje. Sim, sou hoje e talvez não seja amanhã. É difícil saber, me perco na relação subjetiva do tempo. Mas por enquanto apenas sou. Ainda reclamo e fico indignada, mas isso acontece tendo eu mesma como responsável por quem sou,  e não o mundo. Mas continuo tão perdida quanto antes, parece que ainda não me encontrei, que estou deslocada. Talvez seja somente ainda. Não queria não falar, mas não posso. Seria humilhante, mas isso é subjetivo. Tudo tem sido subjetivo, ultimamente. Ter muito e ter nada não são separados por um abismo como costumavam ser. Acredito que sejam separados por uma poça rasa de água barrenta. E mesmo a água não sendo límpida, é o único lugar onde talvez eu consiga ver minha alma refletida, a essência do que eu sou.

Um comentário:

  1. Que lindo esse texto :O Eu simplesmente amei, sério!!! Parabéns!! Sucesso sempre!!!

    Beijos:*

    www.bloghelenacampos.com

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